domingo, 5 de novembro de 2017

OUTRO NOME

Deseja-se muito, trabalha-se muito, sonha-se muito, espera-se muito de pessoas e de coisas que jamais corresponderão às nossas expectativas (a maioria não sabe, e quando sabe, não entende, e quando sabe e entende, pode ser que não concorde, com o que habita na nossa mente e no nosso coração);

Caminha-se muito em direção a um destino a que todos imaginamos ter direito, também conhecido como felicidade.
Imos e vimos muito. E vimos outros tantos como nós e tantas coisas mais, com olhos de horror ou de contemplação, submissão àquilo que, para o bem ou para o mal, extrapola a realidade.
Ouvimos de muitos, promessas jamais cumpridas; palavras de conforto, incentivo, duras críticas, injustas críticas. Injustas?
Qual o espaço ocupamos na engrenagem de aço e ideias que movimenta o mundo? Por vezes, é um espaço tão insignificante, que pode ser comparado a nenhum.
Isso nos faz desistir? Ou nos faz seguir em frente, sabendo que lá na frente, a dama libertadora, mal amada e incompreendida iguala a todos, quando nos reduz ao pó de onde viemos.
Diante do muro intransponível da impossibilidade, qual a resposta diante da pergunta inevitável: Viver a ilusão? Ou dar-lhe as costas.
Qualquer que seja a resposta, não irá mover e nem derrubar o muro; ele permanecerá onde está, intocável e intransponível. À espera de quem virá depois de nós.


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