Deseja-se
muito, trabalha-se muito, sonha-se muito, espera-se muito de pessoas e de
coisas que jamais corresponderão às nossas expectativas (a maioria não sabe, e
quando sabe, não entende, e quando sabe e entende, pode ser que não concorde,
com o que habita na nossa mente e no nosso coração);
Caminha-se
muito em direção a um destino a que todos imaginamos ter direito, também
conhecido como felicidade.
Imos e vimos
muito. E vimos outros tantos como nós e tantas coisas mais, com olhos de horror
ou de contemplação, submissão àquilo que, para o bem ou para o mal, extrapola a
realidade.
Ouvimos de
muitos, promessas jamais cumpridas; palavras de conforto, incentivo, duras
críticas, injustas críticas. Injustas?
Qual o
espaço ocupamos na engrenagem de aço e ideias que movimenta o mundo? Por vezes,
é um espaço tão insignificante, que pode ser comparado a nenhum.
Isso nos faz
desistir? Ou nos faz seguir em frente, sabendo que lá na frente, a dama
libertadora, mal amada e incompreendida iguala a todos, quando nos reduz ao pó
de onde viemos.
Diante do
muro intransponível da impossibilidade, qual a resposta diante da pergunta
inevitável: Viver a ilusão? Ou dar-lhe as costas.
Qualquer que
seja a resposta, não irá mover e nem derrubar o muro; ele permanecerá onde
está, intocável e intransponível. À espera de quem virá depois de nós.

Leitura para contemplar, pensar e sentir. Parabéns.
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