Não tenho saudade de ninguém e de nada,
Não sinto falta, não lembro, não espero
Mas sei o que vivi e o que deixei de viver
É minha história, medíocre, tola, mas é
E não a renego e nem a escondo, não importa
Nem para mim, nem para os meus, nem para ninguém
Não sou daqueles que criticam os de hoje
Não entendem as suas escolhas, não aceitam o seu jeito de
ser
Jeito de sentir, vestir e pensar, e agir
É apenas um jeito, e cada geração tem o seu
E nenhuma é melhor, certa, e nem pior que qualquer outra
Que se danem eles, uns e outros
Ressentidos, saudosistas, inconformados
Moderninhos, tolinhos que se acham, porque são o momento
Agora são, mas virá o depois, e eles ficarão
Pelo caminho, o meio do caminho,
Incerto, indeciso, escuro, como eu fiquei
Não espero por deuses do além
Nem duendes do ar
Zero, é assim que começa e assim que termina
Numa caixa quadrada, fechada, por um laço de fita

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