Quando nem Hulk nos salva, é porque deve
estar escrito em algum lugar que o Brasil jamais será medalha de ouro olímpico
na modalidade futebol.
Não
que isso fará diferença no quilo da carne (sossegue Viviane!), mas para quem
adora se deixar envolver por uma atmosfera mística, o México, nosso mais
recente e eficiente algoz é o país do povo azteca, das carrancas, da tequila...
Acho
que nas finanças dos deuses da bola, em algum departamento do Chefão lá em cima, deve ter ficado um débito
gigantesco, sem igual, impagável na conta do futebol brasileiro, desde 1970.
Algo que começamos a pagar em 1986 e, pelo jeito, continuaremos pagando sabe-se
lá até quando.
Bom,
se foi isso, valeu pena. Na barganha com os deuses da bola, qual louco em sã consciência trocaria o tri-campeonato
mundial de 1970, por essas competiçõezinhas que o Brasil anda perdendo para o
México, ultimamente, estabelecendo uma freguesia a perder de vista.
Os
patriotas da bola dirão: Ora, o futebol é o único esporte coletivo em que o
mais fraco pode ganhar do mais forte.
Ocorre
que, para a satisfação dos amantes do “que vença o melhor”, dessa vez, deu a lógica. México,
medalha de ouro. E com gol aos 28 segundos de jogo, em uma final, isso é uma façanha digna dos deuses da bola, ou alguém dúvida.
Foi
engraçado ver o esforçado desespero de alguns jogadores, digo, artistas, literalmente
artistas brasileiros, em lamentar a derrota em um jogo de decisão, onde o vencedor
sequer leva o troféu para casa.
Medalha
de ouro olímpica no futebol? Sinceramente, não faz falta.
Agora,
e desde já, é preciso, primeiro encontrar jogadores, sim, jogadores que saibam jogar futebol, e não apenas atletas que sabem correr muito, e depois formar um time, e,
quem sabe, não dar vexame em 2014, aqui em nosso próprio território.


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