No livro Maria de Nazaré (editora Fonte Viva, 488 págs.),
o Espírito Miramez, relata através da psicografia do médium João Nunes Maia,
que nos dias que antecederam o nascimento de Cristo, havia uma sensação de paz
e alegria que pairava sobre o mundo. O prenúncio da chegada do Messias
contagiava as pessoas, estimulando-as a se voltar para o bem.
De lá para cá é assim todos os anos. Chega o mês de
Dezembro e, aos poucos, as pessoas, tendem a se tornar mais amáveis e
generosas. Os olhos daqueles que muito possuem se voltam para aqueles que nada
tem. A disposição em compartilhar desperta nos corações humanos e prevalece
temporariamente sobre o egoísmo.
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| Reprodução web |
Mas não poderia ser sempre assim? O que nos falta para
que seja? Não muita coisa. Apenas boa vontade. A nossa vida pode ser a pior
possível, mas exigir que nosso semelhante pague a conta por isso é sinônimo de
egoísmo e estupidez e nossa parte. Nossa felicidade ou nossa tristeza, são o
resultado de nossas escolhas.
Ao longo de nossas muitas encarnações, vamos semeando
livremente e colhendo obrigatoriamente. Somos responsáveis, os únicos, por
nossos atos praticados. Tudo o que fazemos repercute diretamente em nós e,
indiretamente, até certa medida, em nosso semelhante. Daí a tremenda
responsabilidade que temos com aquilo que pensamos, falamos e fazemos.
Vivemos em um mundo onde a matéria é densa. Nossa visão e
nossa percepção limitada. É através da vontade, do trabalho para nosso
aperfeiçoamento moral que superamos nossos limites. Quem se acredita incapaz de
evoluir moralmente, corrigir seus defeitos e aprimorar suas qualidades, descrê
de si mesmo, de suas potencialidades naturais.
Nascemos todos da mesma fonte que é Deus, a perfeição.
Portanto, somos destinados à perfeição. É possível amenizar o sofrimento que
nos acomete, fruto de nossas escolhas equivocadas, mas, também, amenizar o
sofrimento que acomete o nosso semelhante. Somos assim, todos irmãos, do melhor
ao pior de nós, tivemos todos a mesma origem.
Se nos ajudássemos uns aos outros, em vez de competirmos
entre nós, o mundo, da qual tanto reclamamos, já teria se tornado bem melhor.
Haveria menos sofrimento. A energia da qual todos somos feitos, e aquela que
geramos através dos nossos pensamentos, sentimentos e ações, seria menos densa,
mais agradável. Haveria menos doença e haveria menos problemas. Viveríamos
naturalmente num ambiente de paz, amando-nos e respeitando-nos uns aos outros.
Alguém, bastante conhecido entre nós, Jesus de Nazaré,
filho de Maria, disse exatamente isso há 2017 anos. Tanto tempo já passou, nós,
seres humanos, trocando em miúdos, espíritos encarnados, fomos capazes de
grandes conquistas no campo intelectual, mas ainda não conseguimos realmente
compreender a importância do maior ensinamento que já recebemos: que amássemos
uns aos outros. Ou seja, que fôssemos bons, pacientes, tolerantes, humildes,
solidários, fraternos, generosos, irmãos de verdade, uns para com os outros.
Quando nos deparamos com atos de bondade, e eles são
muitos, renovamos nossa esperança no ser humano. Aproveitemos o mês de
dezembro, o Natal, para ligarmos o motor dos nossos melhores sentimentos, da
nossa disposição natural para o bem, para o amor, e comecemos a transformar
nossas vidas, para melhor. E logo, teremos um mundo melhor, tão desejado por
todos nós.

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