Quando eles
surgirem finalmente
Não se fará
dia nem noite
O tempo
desaparecerá
As coisas
todas farão sentido
Cairão mais
que torres, reinos e governos, potestades
As algemas
arrebentarão, os caminhos surgirão
Enfim se
fará luz
Quando eles
surgirem finalmente
Em meio às
nuvens
Surgindo dos
ares, das entranhas da terra
Secarão as
lágrimas, não haverá mais dores,
Nem gemidos,
nem gritos que não seja
De alegria...
Quando eles
surgirem finalmente
Não haverá
mais diferença entre esses e aqueles
Cada um terá
o que é seu, o que fez por merecer
As estrelas
desaparecerão do céu, descerão à terra
Nunca as
cores serão tão bonitas como naquele momento
E a música
celeste, penetrará os corações
Limpará as
mentes, de toda impureza e maldade
Quando eles
surgirem finalmente
Tudo será
revelado, papéis e consciências,
Postos na
mesa, desnudados
Correrão uns
e outros contra o vento, em direção ao mar
Subirão ao
planalto, desesperados, à espera
Feito mulas
enlouquecidas
Feito loucas
virgens, agoniadas
Diante do tempo
esgotado, saberão
Olhares se
perderão incrédulos
Quando eles
finalmente surgirem
Nada fará
sentido
Nem o tempo
Nem a vida
Nem as
coisas
Nem os
lugares, quais? Onde estarão?
Tudo irá se
mover
E se
confundir
E perderá
importância e significado
Nada jamais
será como tem sido
Onde o sol
se deitava surgirá
Um novo
horizonte, mais lindo, mais limpo
Quando eles
finalmente surgirem
Por um
instante, a vida irá adormecer
E despertará
no instante seguinte
E então,
entenderá cada qual
Que rumo
tomar
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