Menos
política mais administração. Ou seja, menos enrolação, mais trabalho. É disso o
que o Brasil precisa. Há pessoas sem a menor qualificação, sem nenhum
conhecimento da área pela qual são responsáveis, comandando os destinos do
país. Isso se vê em ministérios, secretarias de governo, inclusive em âmbito
municipal. Qual resultado pode se atingir senão a ineficiência, a falta de
critérios e de cuidado com a coisa pública que só traz prejuízo ao Brasil.
Conta essa sempre paga pelo povo.
Enquanto
persistir essa realidade, entrará governo, sairá governo e nada irá mudar.
Todos os anseios da população ficarão nas promessas dos candidatos, que,
através dos seus marqueteiros, preparam em período eleitoral, um discurso que
agrade em cheio às expectativas do eleitorado.
Sabe-se que
onde o bem se ausenta o mal se instala. O mesmo vale para o mérito e a
competência. Onde faltam ambos, prevalece o apadrinhamento, o quem indica, o
interesse político-partidário, a estratégia da ocupação de espaços, visando o
fortalecimento do grupo dominante que almeja permanecer no poder o tanto quanto
possível, e, se possível, eternamente. Prevalece também a ineficiência, o
desperdício do dinheiro, da riqueza gerada pelo povo, que, com grande esforço
e, por vezes, sacrifício, paga seus impostos, suas obrigações fiscais,
trabalhistas e previdenciárias.
Por causa
disso é que jamais experimentamos a agradável sensação de que as coisas mudaram
sim para melhor. Jamais tivemos a alegria de poder contar com saúde,
transporte, educação e segurança pública eficientes, que correspondam às
expectativas, e que justifiquem o esforço do contribuinte e a esperança do
eleitor.
Quando isso
irá mudar? Quando nós mudarmos. Quando adquirirmos a consciência do que é
cidadania e exercê-la. Quando compreendermos que somos cada um de nós um elo da
corrente. Quando valorizarmos o voto. E fiscalizarmos a conduta de nossos
representantes, com o mesmo interesse com o qual acompanhamos o destino dos personagens
nas telenovelas e a classificação no campeonato ora em disputa dos times pelos
quais torcemos.
Essa mudança
passa pela educação. Mas começa na família, com os pais, os irmãos mais velhos,
os avós que tem por missão apresentar e desenvolver nos mais novos os valores
fundamentais para o engrandecimento de um país, como a noção de direito e
dever, de cidadania, de respeito pela coisa pública, que, ao contrário do que
muitos imaginam, não pertencem ao grupo político que detém por outorga do povo
o poder temporário, mas a todo povo, do melhor ao pior, do mais qualificado ao
menos qualificado, do mais sábio ao mais ignorante. O Brasil é de todos, mas
precisa ser de fato, e não apenas em teoria.
*Publicado no Jornal Diário do Rio Claro, edição de 31/5/2017, à pág. ;
*Publicado no Jornal Tribuna 2000 de Rio Claro, edição de 02/06/2017, à pág. 7.
*Publicado no Jornal Tribuna 2000 de Rio Claro, edição de 02/06/2017, à pág. 7.
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