Vivemos o Natal. E muitas pessoas se entristecem nesta época do ano, porque lamentam por aquilo que não tem e que não podem fazer. Ou porque se prendem ao passado. Choram por aqueles que já se foram. E algumas pessoas, ao vivenciarem esse tipo de situação, até se revoltam.
Para essas pessoas é preciso
mudar a chave do entendimento e da percepção das coisas. Ou seja, ver e pensar
diferente. Agir diferente. E, se necessário, adaptar-se às circunstâncias para
melhor viver as situações.
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| Reprodução |
Aproveitemos essa época do Natal,
para nos reconciliarmos com os nossos inimigos. Jesus, a respeito disso, nos
recomendou, a nos reconciliarmos com nosso inimigo, enquanto estivermos a
caminho com ele. E por que isso? Por que depois, talvez seja mais difícil. Nós,
que acreditamos na vida após a morte, como nos sentiríamos sabendo que do lado
de lá da vida, existe alguém que não tem simpatia por nós, que tem alguma
diferença, alguma pendência conosco? “Perdoar, não sete vezes, Pedro. Mas
setenta vezes sete”, ou seja, perdoar sempre.
Quando acontece o entendimento, o
perdão, podemos ter certeza que, da inimizade momentânea, surgirá uma grande e
eterna amizade.
E finalmente, vamos aproveitar o
Natal, para buscarmos lá do mais fundo do nosso interior a bondade que já
existe em nós. Em essência, todos somos bons, porque somos todos filhos de
Deus, que é infinitamente bom.
Algumas vezes, devido a nossa
falta de entendimento e de aceitação para com as coisas da vida, nós,
momentaneamente, perdemos a fé, nos revoltamos, nos tornamos até violentos,
agredimos o nosso semelhante, como se ele fosse culpado por nossas aflições. Mas
esse não é o melhor caminho, não é a melhor decisão a tomar.
Jesus, o guia e o modelo para a
humanidade, nos ensinou que devemos retribuir o mal com o bem. Deus, que é Pai
de todos, vê e considera o nosso esforço, e sabe a medida de nossas forças.
Aproveitemos o Natal, para abraçarmos
com carinho, nossos familiares e amigos. Para trazer ao nosso convívio, aqueles
que sabemos, estão entregues à solidão. Para oferecermos ou buscarmos o perdão,
para aqueles que, em algum momento, por algum motivo, nós nos desentendemos.
Nos preocupemos menos com
presentes e comidas, e mais com a pessoa humana. Sejamos fraternos, através daquilo
que todos temos e podemos oferecer: um sorriso, um abraço, uma palavra amiga,
um minuto de atenção. Celebremos a vida junto daqueles que, de algum modo, fazem
parte de nossas vidas.
Se nos acostumarmos a isso,
nossas vidas serão melhores, e o mundo será melhor. Teremos Natal todos os
dias. Porque nossas palavras, pensamentos, sentimentos e ações estarão se
ocupando com coisas boas, positivas, elevadas. Nós estaremos vivendo numa
sintonia humana e espiritual melhor que essa a qual nos encontramos.
Antes de lamentarmos por aquilo
que por ventura nos falta, compartilhemos com aqueles que nada tem, o que já
possuímos.
O aniversariante do dia, Jesus,
ele não nos pede sacrifícios, e nada que esteja além de nossas forças e
possibilidades, mas apenas, que, cada um de nós, faça a sua parte, com amor e
humildade.
Revivamos o Cristo entre nós,
lembrando que fora da caridade não há salvação. E a caridade só nos pede uma
coisa: boa vontade em amar e servir.
*Publicado no Jornal Diário do Rio Claro, edição de 25,26/dez./2016, à pág. 12.
*Publicado no Jornal Diário do Rio Claro, edição de 25,26/dez./2016, à pág. 12.

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