A GENIALIDADE ARTÍSTICA, ADMIRÁVEL PARA QUEM A APRECIA, DETESTÁVEL, POR VEZES, PARA QUEM A PRODUZ.
A atividade artística, qualquer que seja ela, exige
método, disciplina, tempo, muito tempo, atualização e aperfeiçoamento constante,
para que atinja um nível de excelência. Quem pensa o contrário, por maior que
seja sua capacidade inata, seu potencial, jamais sairá do lugar, nunca
ultrapassará o nível mediano, a mesmice possível a todos os esforçados. Pode-se
alegar que esse ou aquele artista fora um maluco, um destrambelhado, um
excedente à regra, e mesmo assim, um gênio. Mas, cabe a pergunta: Quantos gênios
assim, a humanidade conheceu? E todos eles, começaram bem e terminaram mal. Por
não se sujeitarem à regra, pagaram um preço muito alto por isso, o que lhes
custou a felicidade possível,
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tornando-lhes a vida um tormento, as suas vidas,
e as vidas daqueles que lhes eram próximos. Eram gênios, mas jamais tiveram a
exata consciência disso, jamais puderam desfrutar da satisfação que essa
genialidade poderia ter lhes proporcionado, senão aquela fugaz do momento único
e passageiro da criação, cuja existência, justamente por ser tão rápida, às
vezes, imperceptível, devido o estado de consciência alterado de quem a produz,
ou seja, o artista, ela deixa dúvidas, se realmente vale a pena, ao artista, sujeitar-se
a isso, em benefício dos outros. Porque o artista, quando atinge o nível de
genialidade, não é dono de si mesmo, nem mesmo da sua criação. – g.j.c.jr.
– 14/12/2016
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