Pela
variedade inesgotável de assuntos que diariamente apresenta ao público leitor,
o jornal é aquele companheiro de todas as horas. Das melhores e das piores
horas. O Carlão do Araucária, exímio
pintor, funcionário público municipal, todas as manhãs, lê as tirinhas
publicadas, enquanto toma o cafezinho. A dona Isabel, do Santa Cruz, está
sempre à procura de uma nova receita de culinária. O Seu Geraldo, não o
dispensava, todos os dias, e fazia pilhas deles, em seu quarto, para o
desespero de sua filha Maria Eleonora. O Moreira compra vários exemplares, aos
sábados, na banca do William, o Pica-Pau. O investidor do mercado financeiro,
procura no jornal as informações sobre a cotação do dólar e o valor das ações
das empresas e das comodities, enquanto ajeita a gravata e verifica as
mensagens no seu celular. O professor Hermes prefere os artigos de opinião. A
dona Sônia, procura boas oportunidades de negócios nos classificados. E o
Maurício, gosta tanto de jornal que acabou criando um, da banca para os bairros.
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| Reprodução |
Encontra-se o
jornal por toda parte. Na sala de espera dos profissionais liberais, nas
padarias e mercados, nos balcões dos bares, e nos salões de beleza, destinados
às mulheres e homens. O jornal traz informação e opinião, novidades e
tendências, traz o passado para o presente, quando há necessidade de entender
melhor a origem dos fatos. Traz imagens que emocionam, porque alegram e chocam.
Reúne os mais diversos profissionais em todas as suas fases de produção.
Proporciona a disseminação de ideias e a diversidade de pontos de vista de
assuntos diversos de interesse humano. É um facilitador para quem deseja
anunciar o seu produto, o seu serviço e para quem está à procura dos mesmos.
Este jornal
Diário, que na data de hoje completa 130 anos é um caso à parte na história da
imprensa local. Estão registrados nas
suas páginas os mais importantes acontecimentos políticos, socioculturais e
esportivos de Rio Claro. Não à toa, o Diário, é de fato, o arquivo histórico da
família rio-clarense. As lutas pela abolição da escravatura, pela instauração
da república, pela redemocratização do país, as conquistas de Velo Clube, do
Rio Claro e do glorioso basquete, os grandes acontecimentos artísticos e
culturais, o surgimento de talentos em todas as áreas de atividade humana, os
embates políticos entre lideranças locais, estão todos eternizados nas páginas
deste Diário para serem conferidos por leitores atuais, pesquisadores e
historiadores.
Difícil dizer
se o Major José David Teixeira, seu fundador, filho de barbeiro, e que corria
todas as manhãs até a estação ferroviária, com seu lápis e bloquinho de notas,
pra saber as mais novas e importantes notícias que corriam o país e o mundo,
conforme relata o falecido cronista Midiel Christofoletti em uma de suas
preciosas crônicas, aqui publicadas, poderia imaginar que depois de tantos
anos, mais de cem, o seu sonho de levar a informação e a opinião ao público
leitor rio-clarense estaria intacto e, mais do que nunca, vivo e atuante.
Cada
proprietário depois dele, cada diretor, secretário, repórter, redator, depois
dele, cada pessoa que tenha dedicado o seu conhecimento, tempo e suor a este
jornal, ajudou a construir essa história. Devem se sentir honrados, felizes e
satisfeitos. Fazer parte da história de um veículo de comunicação centenário e
com atividades ininterruptas, como este Diário, é um privilégio.
Hoje é dia de
festa. Parabéns pra você, Jornal Diário, do Rio Claro!
*Publicado na edição de 1o.Set/2016, do Jornal Diário do Rio Claro, à pág. 4
*Publicado na edição de 1o.Set/2016, do Jornal Diário do Rio Claro, à pág. 4

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