Percebam que
atualmente e mais do que nunca, tudo é feito com o cuidado de nos distrair,
tirar nossa atenção e interesse para as coisas que realmente nos importam, ou
seja, aquelas que dizem respeito ao espírito imortal que somos, passando
momentaneamente por este mundo, com objetivo de aprendizado intelectual e
aperfeiçoamento moral, nos ajudando uns aos outros, de modo a tornar nossa
tarefa menos difícil, ao menos deveria reinar esse espírito fraterno e
solidário entre nós, e essa é uma das razões, talvez a principal, de vivermos
em famílias, grupos, em sociedade. Mas nós ainda continuamos competindo entre uns
e outros. Voltemos, porém ao assunto principal.
As pessoas
poderosas, que só encontram a felicidade e a razão de ser para a vida nas
coisas boas que este mundo lhes oferece, aquelas pessoas que satisfazem os seus
instintos e as suas necessidades mais primárias com coisas passageiras e
vitórias aparentes, elas querem porque querem, e imaginam que poderão mesmo permanecer
neste mundo, em que pese as transformações pelas quais ele passará (aliás, já
está passando). Transformações de ordem material e espiritual, por sinal, os
dois elementos constitutivos da vida em todas as suas formas e em todo o
Universo.
Ingênuas ou
pretensiosas, talvez não tenham lido por aí, que nada e ninguém ficarão
encoberto, por mais profundo seja o buraco aonde se escondam.
Quem
permanecerá? Os bons, e, aliás, alguém já disse isso faz dois milênios.
Os realmente
bons. Bons de coração, de intenção, de iniciativa. Aqueles que pensam o mundo
sabendo-se parte integrante dele. Aqueles que veem no seu semelhante um irmão e
não um rival, que se reconhecem e se admitem ser um elo da corrente, chamada
sociedade. Aqueles que não têm a preocupação de possuir e nem acumular, mas
compartilhar. Aqueles que sabem que o acúmulo insano é a causa da miséria que
pode ser solucionada, bastando para isso, desapego e boa vontade. Aqueles que
sabem que todo espaço é ocupado transitoriamente. E toda situação, seja qual
for, é oportunidade de aprendizado, de aperfeiçoamento.
Há de ser
assim, porque a vida, por mais pareça o contrário em certos momentos, é justa.
Ela reescreve as páginas da história, das pessoas e do mundo, quantas vezes for
preciso.

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