Que me prove
o contrário a vida
A voz que
por ela fala e ecoa, ou a consciência que a determina
Que me
demonstre o verso da página escrita, em branco
Esperando
que a vontade sufocada o preencha
Que me prove
o meu erro, a vida
Que me leve
para longe
Que me chame
para o canto
E me demonstre
com palavras sinceras e sábias
Todos os
meus erros e enganos
Que o faça
longe dos olhos
Daqueles que
me acusam em silêncio
Porque sabem
nada podem
Diante de
minha teimosia, outrora ousadia;
Que me faça
deitar a vida
Sob a relva gelada
desta noite fria
E faça
passar o tempo
Mais, bem
mais que o possível
Que adiante
o tormento,
No
prolongamento da noite parida
Que se
repete a cada seis e meia
Da tarde, a
hora maldita
Que venha
logo o anjo libertador
Não aquele
de asas,
Mas o que
traz a carta de alforria
Valjean,
este é seu dia
Que me prove
a vida o contrário
De tudo o
que vivi, sonhei e acreditei
A cada
manhã, a cada esperança perdida
Tombada,
inerte, na recusa recebida
Na
indiferença atirada contra a face, esta
Escondida
agora no escuro
Disfarçando
no silêncio as lágrimas...
...Jamais vistas
Que me prove
a vida o contrário
Ao
despertar, do lado de lá, se houver...
... Nem sei
Que me prove
o contrário a vida

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