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A mais recente especulação a respeito de Jesus Cristo diz
respeito à possibilidade dele ter sido um alienígena com poderes sobrenaturais.
Em termos de polêmica, perde de longe para aquela outra que sugere o fato de que
Jesus teria se casado com Maria Madalena e tido dois filhos. Mas não fica só
nisso. Afinal, todo ano surge alguma teoria a respeito do personagem histórico
mais conhecido e paradoxalmente incompreendido da humanidade.
Ao longo do tempo, tem se verificado a busca na descoberta de
fatos ou evidências que coloquem Jesus em condição humana ao menos semelhante
de qualquer mortal feito nós. Se ao que diz respeito à história o tema é
palpitante, assemelha-se àquele outro que procura descobrir qual a data correta
do nascimento de Jesus. Esses aspectos históricos e sociais a respeito do
Cristo têm sua importância rebaixada à zero, se comparados aos ensinamentos
morais os quais Jesus veio transmitir à humanidade, e que até hoje não foram
aceitos e compreendidos devidamente em toda a sua profundidade. Porque,
houvessem sido, e não teríamos guerras estúpidas, desigualdade social, tanta
vida desperdiçada por causa de orgulho, egoísmo e intolerância.
Na verdade, se verificarmos bem, não será difícil deduzir que
nem mesmo aqueles que a Jesus eram mais próximos, seus discípulos, sabiam
maiores detalhes sobre a vida do Mestre, porque, para darem a ele uma feição
mais próxima à humana que em nada corresponde à realidade, recorreram a mitos
conhecidos, por exemplo, Mitra.
Jesus trouxe à humanidade, mais que a terceira revelação, a
luz que faltava. Com sua presença entre nós, e seus ensinamentos, desfez-se as
trevas. Sua proposta de amor incondicional e perdão entre homens, semeando o
bem e a felicidade, hoje, para colhê-las, no amanhã que certamente virá afronta
o imediatismo humano, que ainda prefere receber sem nenhum esforço os
benefícios de um Deus, um Messias, provedores de tudo do que conquistar com o
próprio esforço e merecimento através do trabalho que visa seu progresso
espiritual.
Jesus ensinou que cada qual deveria carregar sua cruz, ou
seja, enfrentar a sua batalha por melhorar-se como ser humano e, por
conseguinte, como espírito. Mas disse, também, que ele era o caminho, a verdade
e a vida.
Para o nosso bem e felicidade, Jesus é uma realidade para todos
nós e está sempre de braços abertos para acolher a todos indistintamente, enquanto
que Papai Noel, por sua vez, não!
A figura mítica do Bom Velhinho conquistou para si o dia 25
de dezembro na mente e no coração das pessoas. Jesus que conosco está os 365
dias do ano ainda luta por fazê-lo. E jamais desistirá. Eis o nosso maior
presente de Natal.
*Publicado no Jornal Diário do Rio Claro, à pag. 11, edição de 25/12/2015.
*Publicado no Jornal Diário do Rio Claro, à pag. 11, edição de 25/12/2015.

As pessoas persistem em achar fatos no meio da fantasia. O que me deixa perplexo é o fato que o menor dos escritores gostaria de ser autobiografado. Jesus - uma cópia da lenda do deus hórus (egipcio) foi bem discreto nesse sentido. Afinal, dono de toda a Verdade porque ele próprio não nos transmitiu todas as leis da Natureza, da Vida e do Mundo Celestial. É para se ter dúvidas dessa divindade.
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