Por
vezes, o amor parece tão perto, ao alcance das mãos
Parece
convergir todo ele num olhar
Que
fala ao coração sem palavras
Uma
conversa despretensiosa, sobre coisas banais
É
o bastante, para que, de repente, ele surja, assim
Como
que do nada, como vento que vem e que traz
Consigo
certa esperança
De
que repente, as coisas mais lindas, jamais vividas
Possam
ao acaso pretendido feito folhetim se tornarem
Verdades
iguais aquelas de um tempo distante
Por
vezes o amor se basta a uma companhia
Momentânea,
por alguns minutos, horas,
Aquelas
mais desejadas e que se sabe irão terminar
Seja
num até mais
Um
adeus...
Por
vezes, o amor deixa coisas por terminar
Feito
uma respiração em suspenso
Diante
do fato inusitado, do olhar temido
Que
o vento, insiste não ocultar
Por
vezes, feito página final
Deseja-se,
venha logo o sol
Traga
o dia, condenando a noite
De
incerteza, medo e solidão
Ao
mais distante epicentro
E
o mais profundo lamento
Anuncie
a chegada do amor
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