Quando esta crônica
chegar aos olhos sempre atentos do leitor, o Papa Francisco já estará
respirando os ares de Roma novamente.
Em apenas alguns meses
exercendo o mais alto e importante cargo da Igreja Católica Romana, o argentino
Jorge Bergoglio já conseguiu com seu jeito simples, amigo e bonachão conquistar
a simpatia mesmo das pessoas que professam outra fé religiosa. E mais
significativo que a simpatia é o respeito e a credibilidade que transmite com sua
palavra de otimismo e esperança.
O Papa Francisco aderiu
rapidamente e sem maiores dificuldades ao que parece aos modernos meios de
comunicação, com as redes sociais, por exemplo.
Seus pronunciamentos
aos jovens durante a Jornada Mundial da Juventude mais se parecem recados do
tipo auto-ajuda, mas essa é a linguagem que jovem acolhe e sabe compreender
porque é simples, valoriza o amor, a esperança, o bem.
Sob essa perspectiva, e
os jovens parecem assimilar isso perfeitamente, praticar o bem, evitar os vícios
destrutivos, perseverar no bom caminho e agir em favor da vida, não deve ser
motivo de vergonha, mas de satisfação e felicidade, por saber que mesmo em meio
a um mundo tão conturbado como o nosso, é possível trilhar o bom caminho,
aquele que une as pessoas ao invés de afastá-las, criando assim, um ambiente
salutar, uma atmosfera favorável ao bom e pacífico convívio, em que todos podem
de fato serem irmãos e se ajudarem.
Quando caminha em meio
ao povo, o Papa assim o faz porque o Cristo o fazia.
Que bom seria se a
Igreja Católica Romana se despojasse de seus ritos inúteis e dogmas in
compreensíveis, alguns que chegam a afrontar a razão, e tomando por princípio a
Boa Nova do Cristo se dispusesse a ser mãe de verdade e tão somente, ou seja,
cuidasse de acolher com amor e compreensão e sem distinção os seus fiéis e
todos aqueles que desesperançados em face os reveses da vida a procurassem
rogando-lhe socorro.
O bom pastor, já nos
ensinava Nosso Senhor Jesus Cristo há mais de 2000 anos é aquele que tem olhos
e braços abertos para todas as suas ovelhas, até mesmo a mais desgarrada do
rebanho.
Uma pessoa em
dificuldade moral que se deixa levar por suas más tendências é um espírito
fragilizado a requisitar cuidado, carinho, atenção. São doentes da alma, mais
que qualquer outro, que necessitam de remédio, não aquele se compra na
farmácia, mas que vem do amor ao próximo de todo aquele que se vê sensibilizado
perante o sofrimento alheio e disposto a ajudar.
E o Papa Francisco
parece compreender isso muito bem, quando faz seus pronunciamentos.
Religiões são muletas.
E enquanto espírito vivenciando a experiência humana, que é ao mesmo tempo
escola e oportunidade às nossas aspirações e necessidades de aperfeiçoamento
moral, nós precisamos delas até que aprendamos a caminhar sozinhos. Isto se dá
quando Deus deixa de pesar sobre nós, sobre as nossas consciências e ao invés
disto nos sustenta de pé e nos impulsiona adiante.
A Igreja de Nosso
Senhor Jesus Cristo é a Igreja do Amor, da Esperança, da Paz e do Perdão, e
exatamente por isso, todos os cristãos sejam católicos, evangélicos ou
espíritas, neste tempo, mais que em qualquer outro, devem se unir e se
fortalecerem na sua fé na Boa Nova do Cristo.
* Publicado no Jornal Diário do Rio Claro, edição de 02/08/2013, à pág. 2.
* Publicado no Jornal Diário do Rio Claro, edição de 02/08/2013, à pág. 2.

Bom texto Geraldo, só que a religião no Brasil é impulsionada pela mídia doutrinadora, que transforma a fé em plataforma política para promover a "dislexia' das mazelas públicas.
ResponderExcluirInfelizmente nós brasileiros, somos cristãos "mecânicos", ou seja só praticamos a fé, quando nos apraz.
Mesmo assim, nada tira o brilho de sus crônicas...Abraços!!