Eu
preciso ir para um mundo
Onde
todas estas coisas
São
valorizadas:
A
arte, pura e verdadeira, o sorriso
Onde
possa pegar meu lápis e minha caderneta
E
anotar o que aprendo e observo
O
que deduzo e vejo
Enquanto
escondido em meu coração
E
dos olhos de todos
Ouço
em silêncio
Eu
preciso deixar este mundo
Mas
não posso fazê-lo sem culpa
E
como pode alguém feito eu, uma ave que voa livre
Deixar
se convencer, não pelo óbvio, mas por suposições alheias
Sempre
melhor uma palavra que duas
Situações,
enganos, emoções
Sempre
podem ser descritas doutro modo
Lições,
que se aprende, errando, tentando, errando
Porque,
observe a natureza
Não
há outro modo de evoluir que não seja refazendo, recomeçando
Meio-dia,
e, agora, mais do que nunca se repete a epifania de todos os dias:
Eu
preciso criar um outro mundo
Novo,
moderno, lindo, perfumado, vistoso, acolhedor
Porque
este onde vivo, acha-se em escombros
E
já cansei sinceramente de clamar aos céus que tudo vê
O
devido socorro ao filho da viúva
Devido
e merecido socorro
Mas,
como eles me acharão, vestindo outros trajes, falando outra língua,
Em
meio uma manada desgarrada de elefantes, que se acham humanos?

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