Chega-se
a reta final da campanha eleitoral em Rio Claro e o cenário é de incerteza para
três dos candidatos ao cargo de prefeito e de descrença para o eleitor. Tem-se
a sensação de que vencida a batalha, independentemente do vencedor, ela terá
acontecido mais no “tapetão”, nos bastidores, do que democraticamente, através
da vontade do povo expressa no voto, que, ao que tudo indica será sufragado nas
urnas mais por dever cívico, desencargo de consciência, falta de opção melhor,
do que por convicção. De todo modo, entende-se que o voto do eleitor
rio-clarense, aqueles que se dignarem a exercer o seu sagrado direito de
escolha virá com a mancha indelével da desconfiança.
Não
houve embate de ideias entre os candidatos durante a campanha eleitoral.
Problemas que se parecem insolúveis, como o da mobilidade urbana, logo Rio
Claro terá mais veículos motorizados que pessoas, simplesmente foi posto de
lado. O mesmo se deu em relação à saúde e educação pública que continuam a
desejar e não atende às expectativas dos contribuintes.
Os
candidatos mais se preocuparam em assegurar suas candidaturas na Justiça do que
elaborar um projeto viável e realista para um eventual futuro governo ou expor
de modo claro e objetivo e providos de sensatez ao eleitor, o que pretendem
realizar em benefícios da população, se eleitos.
Foram
feitas as mesmas promessas megalomaníacas de sempre, sem apontar de onde virão
recursos para levá-las a cabo.
A
pobreza de ideias e argumentos por parte de situacionistas e oposicionistas, se
é que existe mesmo oposição política em Rio Claro foi evidente. Os primeiros
dizendo-se o máximo, os segundos tentando convencer o eleitor que podem fazer
ainda melhor. Difícil acreditar em falácias dessa natureza quando se tem
conhecimento, por meio da imprensa, de uma dívida em torno de R$270 milhões que
pesa sobre os ombros de Rio Claro, sem que a população saiba exatamente qual
sua origem e produzida por quem.
O
mais do mesmo repetiu-se à exaustão nos discursos, nos debates e nos programas
veiculados no rádio e na tevê. Nada de novo no front da política local. As
mesmas caras, os mesmos vícios, as mesmas desculpas, os mesmos interesses,
antes encobertos pela hipocrisia, hoje escancarados pela evidência dos fatos.
Ganhe
quem ganhar a eleição para prefeito em Rio Claro, sua população irá perder.
Aliás, já começou a perder quando foram barradas candidaturas legítimas e que
representavam um novo horizonte na política local como a do Dr. Euclides
Jutkoski e a do Dr. João Walter, tirados da disputa, por incrível que pareça
pelos seus pares e por motivos que iriam além, muito além da mesquinharia e da
vaidade, se me faço entendido.
A
oposição, dividida, e desprovida de projeto político, entregou de bandeja a
eleição à situação quando impôs candidaturas que antecipadamente sabiam-se
inviáveis por causa da bendita Lei da Ficha Limpa, que, por sinal, partiu da
vontade popular, da sociedade civil organizada e não daqueles que a representam.
E
mediante essa atitude suicida por parte da oposição, repito, se é que ela
existe em Rio Claro, fica a pertinente e provocativa pergunta: Então entrou na
disputa para perder? Que cada um tire suas conclusões.
Fica
para daqui a 4 anos a esperança pela tão necessária e desejada renovação da
política rio-clarense com o surgimento de novas lideranças, com mentes arejadas
e comprometidas mais com os interesses da comunidade que aqui trabalha, estuda,
consome e paga seus impostos. E menos com os interesses dos grupos políticos e
econômicos aos quais pertencem e representam.
Os
rio-clarenses, porque esta é a regra, a classe política que é exceção, são
pessoas simples, cidadãos de bem que anonimamente faz muito mais pela cidade de
Rio Claro que qualquer político ou candidato já fez ou fará. Resta-nos esperar.
Mais 4 anos.
*Artigo publicado no site Guia Rio Claro: http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151008898 e no Jornal Diário do Rio Claro, edição de 4/10/2012, à pág. 2.
*Artigo publicado no site Guia Rio Claro: http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151008898 e no Jornal Diário do Rio Claro, edição de 4/10/2012, à pág. 2.

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