Todas as
dores do mundo
Às vezes,
posso senti-las
Como se
sufocassem
A minha
vontade
De ser feliz
E impedissem
O meu
caminhar
E me
fizessem
Deitar
O rosto no
chão
E ao fechar
os olhos
Ouvir
O zumbido do
alto
Sobre minha
cabeça
E me ver
envolvido
Pela
escuridão
Dos dias que
se aproximam
Todas as
dores do mundo
Por vezes,
posso senti-las
Como se
impusessem
Sobre mim
O peso do
mundo
Que não
posso suportar
A minha
esperança
Ferida,
fugaz
Que vai e
vem
Como as
ondas do mar revolto
Onde me
encontro,
Náufrago de
mim mesmo
Espero de
novo
Que o sol
brilhe
E se
desfaçam as nuvens
Que tornam
meus dias
Escuridão
Todas as
dores do mundo
Por vezes,
posso senti-las
Enquanto
caminho
Par e passo
Com minha
solidão
Seja noite
ou dia
Manhã ou
entardecer
Sempre
juntos, eu e ela
Solidão
Que me
apanhou
Em algum
momento
Descuidado
de minha vida
Já faz tempo
Jeans e
camiseta
Eu vestia
Tênis
surrado nos pés
Pés
arrastando-se no chão
E mãos, nos
bolsos
Da calça
rasgada
Que não era
moda, mas vergonha
Miséria
Todas as
dores do mundo
Por vezes,
ainda posso senti-las
Mesmo
sabendo que meus dias
Restam
poucos,
Minha
história
Já quase concluída
Porque,
agora percebo
Vai acabando
o lápis
Vão sumindo
as folhas
E diante de
mim
As imagens
Também
desaparecem
Aos poucos
Desaparecem
as cores
E os sons
Fica a
solidão
Cravada em
meu peito
E todas as
dores do mundo
Mesmo
passado tanto tempo,
Percorrido
tanto chão
E visto
tanta coisa
Mesmo
derramado
Tantas
lágrimas, às escondidas
No quarto
reservado
Da minha
tarde escura
Que demora a
passar
E todas as
dores do mundo
Como um peso
Insuportável
sobre mim
Eu continuo
a senti-las
Venha megera
dama
Vestida de
branco
Me libertar

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