Chega um momento da vida em que você desiste de
brigar com o mundo
E se importa com as pessoas o mesmo tanto que elas
se importam com você
Você sabe que aconteça o que tiver de acontecer,
acontecerá do mesmo modo, queira você ou não.
O mundo à sua volta continua a girar, e tem sido
assim desde que alguém ousou colocá-lo em movimento.
E será assim, não importa o que você ache, pense,
sinta, não importa a sua palavra, opinião, tanto faz
Gente vai chegar, gente vai partir
Alguns deixarão saudade, outros deixarão um nome, e
outros, nem isso
E talvez você seja um deles. Qual?
Quando você sai à rua ao meio dia
E cruza com automóveis, monstros de lata
E cruza com pessoas, indo pra lá e pra cá
Faça chuva, faça sol, haja nuvens, urubus no céu
Que importância tem isso?
Que diferença faz?
Se nesse mesmo instante, em que você se perde na
multidão, entre monstros de lata
Alguém nasce pra sofrer, alguém morre pra sorrir
E não tente entender
Quem inventou tudo isso também não entende nada do
que inventou
Porque nunca se deu por satisfeito, ao que parece
Porque até hoje continua inventando
Esqueça o que aprendeu, despreze teorias, abrace
incertezas
Caminhe com elas, é mais gostoso
Ao sinal das baquetas, um, dois, três
Comece a cantar
Nem que seja em silêncio, só pra você, comece!
Faça como eu, seja tolo por um segundo
Observe tudo e todos, à distância
Mate-os com o seu olhar
Mate-os na sua memória, de nada lhe servem, você verá
E caminhe
Os passos incertos, na longa subida
Até que a face comece a tremer
O suor escorrer
Então, de repente, quem sabe
Um lance de sorte, talvez
As coisas de novo comecem a acontecer
A mente comece a funcionar
E o coração a bater, de novo
Porque até aqui, sob a luz do dia ou da noite
A respiração em suspensa, o coração, a batida, não
houve
O coração, esse tolo, tanto quanto eu, esqueceu
Em algum canto do passado
Tudo o que de bom poderia ter levado
Esqueça, Herberto num canto do quarto ficará
Você bebe desse fel, admita, e dele se alimenta
E quando compara uma coisa a outra
Uma pessoa a outra
Daquelas que surgiram em seu caminho
Entende porque nenhuma delas ficou
A sua sina é perder, mal nenhum, garoto, isto é a
regra
Dê-se por feliz, por haver tentado
Tentar é a única ilusão possível a todos
Você perdeu
Sorria!

Passei por aqui.
ResponderExcluirOi, querida Jussara! Sempre um grande prazer para mim receber sua agradável visita, neste modesto espaço em que me refugio.
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