O
Cruzeiro sagrou-se pela quinta vez campeão da Copa do Brasil, na última
quarta-feira, 27, diante de quase 60 mil pessoas que se acotovelaram no Estádio
Magalhães Pinto, mais conhecido como Mineirão, em Belo Horizonte/MG.
Contudo,
o futebol apresentado pelos finalistas Cruzeiro e Flamengo, deixou muito a
desejar. Quem se importa com isso? Pouca gente. Finais não costumam ser
geralmente jogos de encher os olhos do torcedor.
Aliás,
o futebol brasileiro, já faz muito tempo, não empolga o torcedor. Estádios
modernos localizados nos grandes centros atraem mais o torcedor do que o
próprio futebol. Esse talvez tenha sido realmente o único benefício da Copa do
Mundo de 2014. Continuassem existindo aqueles estádios antigos e depauperados e
o público presentes na arquibancadas seria bem menor.
O
futebol hoje é um negócio altamente lucrativo. Em países europeus movimenta
anualmente cerca de R$500 bilhões. A Inglaterra, que tem o mais badalado
campeonato nacional da atualidade responde por cerca de 30% e a Alemanha, 20%
desse faturamento. O Brasil, nada mais que 2% de toda a receita gerada
mundialmente.
Em
termos de gestores de negócios quando o assunto é futebol, os clubes
brasileiros ainda se acham no tempo das cavernas. E bem poderia ser diferente,
fossem os clubes dirigidos por profissionais qualificados na área de gestão
esportiva. Mas, como tudo neste país, a política se faz presente e prevalece. E
impede que os clubes brasileiros, de fato, se profissionalizem.
Por
tudo o que representa para o País, o futebol brasileiro deveria receber um
tratamento diferenciado que ultrapassasse as fronteiras do desporto e do
negócio. Deveria ser visto e tratado como fator cultural e oportunidade de instrução
para crianças e jovens.
O
futebol, se levado a sério como cultura, poderia ser ensinado nas salas de aula,
como matéria do currículo escolar, mas com ênfase no seu aspecto histórico,
humanístico e social. E assim, contribuir para a formação de futuros adultos
com a mentalidade sadia que a prática do desporto e o exato entendimento do que
ele representa para a sociedade humana, desperta e estimula.
A
exemplo do que se dá nos EUA, com o basquete, poderíamos ter por aqui o futebol
universitário, que, sem dúvida, seria uma oportunidade a mais para que os
jovens tivessem uma perspectiva positiva de futuro que agregasse o
desenvolvimento da sua vocação profissional e esportiva.
Estamos
longe disso, sem dúvida. Mas o esporte, e com o futebol não é diferente, nos
mostra todos os dias que os desafios existem para serem superados.
*Publicado no Jornal Diário do Rio Claro, edição de 04/10/2017, à pág. 2
*Publicado no Jornal Diário do Rio Claro, edição de 04/10/2017, à pág. 2

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