Só no Brasil
que um delinquente condenado pela Justiça se acha no direito de fazer palanque
para se vangloriar do seu delito. O que o Brasil, nós, o que nós devemos a
Lula? Nada. Então já passou da hora de virar essa página e encerrar essa
novela. E não é só essa. Todas as outras que tem enchido e estourado a nossa
paciência, tem feito mal ao nosso estômago, tem feito muitos de nós perdermos a
esperança na classe política, no País, e até mesmo, perdermos o interesse em
acompanhar o noticiário.
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| Reprodução |
O Brasil é
maior que Lula. É maior que Temer, Dilma e Aécio. Ou alguém duvida ou afirma o
contrário? O Brasil precisa de ajustes econômicos, fiscais, trabalhistas,
previdenciários para retomar o caminho do progresso. Mas qual a possibilidade
desses senhores e da atual classe política promover esses ajustes? Nenhuma.
Estão desmoralizados, desacreditados pela opinião pública, e já se mostraram
incapazes e indignos de nossa confiança.
A novela política
que já se estende a anos, que nos enfastia, não termina por uma razão muito
simples. Não há oposição política neste país, algo já desde muito sabido por
nós que estudamos o assunto, que vamos buscar informações em outras fontes além
das tradicionais, comprometidas com o sistema dominante, que fugimos à doutrina
mentirosa e idiota que nos é imposta goela abaixo nos bancos escolares e
universitários, por professores igualmente doutrinados.
Isso ficou
evidente, claro e cristalino à maioria de nós, a partir do momento que a
operação Lava Jato alcançou os tentáculos do poder que envolve PSDB e PMDB,
também. Quando esses dois partidos são farinha do mesmo saco onde já se
encontra o PT, desde o início, neste esquema de corrupção que destrói o País,
entende-se perfeitamente, que num cenário caótico feito este não há
possibilidade de surgirem novas lideranças políticas que se levantem contra
esse sistema que escraviza o povo e que o condena a ser unicamente um pagador
de impostos sem direito a nada.
Acreditar que
lideranças políticas surgem naturalmente é falácia. Elas surgem de um movimento
de insatisfação organizado, oxigenado por novas ideias e novos ideais, e
disposto a se mobilizar em nível nacional e lutar com unhas e dentes por
mudança. Mas onde está esse movimento? De onde surgirá? São perguntas para as
quais, no momento, não se tem respostas. O que significa, em outras palavras,
que a novela política persistirá por mais algum tempo, e nós, o povo,
continuaremos a sangrar muito. Que nos sirva de lição na hora de escolhermos os
nossos representantes.

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