Vai silenciando a noite.
Carros já quase não passam. Pessoas, algumas. Morcegos perdidos voam rasantes.
Um cão solitário, chama... Seu chamado ganha a dimensão do infinito. Procura-se
o líquido precioso em algum recipiente que, por acaso, esta noite, não se
encontra no canto da parede, nem debaixo da cama, nem dentro do armário. Uma
voz feminina ao telefone. Bem, isso é imaginação. Onde o telefone? Restam as
páginas de Wilde, as incertezas do amanhã que irão acompanhar as horas,
dando-lhes uma atmosfera de medo e solidão. Rotina. Lembra-se que vem o depois,
quando, teimosamente se abre os olhos à procura do sono que não vem, e, ao
acaso, se respira. Dá-se conta do que é viver. Ou quase isso.Direitos Autorais dos textos publicados de Geraldo J. Costa Jr. "Escrever não é a doença, é a cura". g.j.c.jr.
domingo, 8 de maio de 2016
ACAMPAMENTO
Vai silenciando a noite.
Carros já quase não passam. Pessoas, algumas. Morcegos perdidos voam rasantes.
Um cão solitário, chama... Seu chamado ganha a dimensão do infinito. Procura-se
o líquido precioso em algum recipiente que, por acaso, esta noite, não se
encontra no canto da parede, nem debaixo da cama, nem dentro do armário. Uma
voz feminina ao telefone. Bem, isso é imaginação. Onde o telefone? Restam as
páginas de Wilde, as incertezas do amanhã que irão acompanhar as horas,
dando-lhes uma atmosfera de medo e solidão. Rotina. Lembra-se que vem o depois,
quando, teimosamente se abre os olhos à procura do sono que não vem, e, ao
acaso, se respira. Dá-se conta do que é viver. Ou quase isso.
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