Passa
o tempo
Caminha-se
do mesmo modo
Mas
olha-se cada vez mais para o chão
Dentro
do Jardim
Pessoas
indo e vindo
Pena
que não sejam Fernandos
Mas
Joões, Josés e Marias
Fora
do Jardim
A
vida acontece
Dentro,
perece a vida
Os
minutos vêm e ficam
O
soslaio olhar de Élis
Não
me encontra
Passo
ao largo
Em
direção à banca de jornal
Vou
à procura de papel e lápis
O
banco vazio
E,
quando retorno
Percebo
que eu havia abandonado
Não
o banco
O
poema que se foi
Volto
para casa pensando
Quem
libertará o Anjo?
Quem
devolverá a terra ao Índio?
Eu,
não.
Satisfeito,
já ocupei o meu tempo
Desejando
escrever o poema
Foto: www.pulsarimagens.com.br
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