O presidente petista Rui Falcão parece desconhecer
as razões mais econômicas e menos políticas que levaram ao nazismo e ao
fascismo.
Afirma que setores do Ministério Público e a
Imprensa interditam a política brasileira. É de se perguntar se ele acredita
mesmo que o cidadão e, portanto o eleitor brasileiro, esse sujeito letrado,
culto e bem formado e informado, se baseia, para ter opinião, naquilo que a
imprensa, por exemplo, escreve. Ou se ignora a importância da atuação do
Ministério Público, imprescindível para a manutenção da ordem e o cumprimento
da lei, e perante a qual todos são iguais, em uma sociedade que se supõe
civilizada.
E mais, que tipo de política, Rui Falcão imagina
ameaçada? Seria aquela que torna possível a prática odiosa e destrutiva para o
país da corrupção, do clientelismo, do privilégio com que são agraciados os
membros do PT, seus aliados e bajuladores? E em última instância da supressão
do espaço político e cultural e mesmo social de seus adversários, calando-os,
colocando-os no ostracismo e , quando não, aniquilando-os lentamente e
deixando-os morrer à míngua, prática bem típica de déspotas e regimes
totalitários para onde caminha o Brasil, se nele já não se encontra?
Quando Rui Falcão rejeita o que entende como a
nefasta interferência da Imprensa e de certos setores do Ministério Público, e pretensiosamente
ensina que a oposição política se faz através dos partidos, cabe a pergunta:
quais partidos? O PSDB, que é nada mais que a direita da esquerda?
A pá de cal em qualquer aspiração oposicionista
neste país foi jogada quando o então PFL hoje denominado DEM, em 2002, se
absteve de apoiar o então candidato da situação, o ex-ministro da Saúde e
senador, José Serra. Por que se absteve? Seria por que o PT e seus aliados
garantiram aos membros mais importantes e influentes do finado PFL a
preservação dos seus interesses que, convenhamos nada tem a ver com os
interesses legítimos do cidadão comum ou daquele que pensa ou aspira uma salutar
e necessária à Democracia alternância de poder político, que poderia surgir a
partir de um movimento oposicionista no Brasil, que, não existe e longe está de
existir?
É tão grande o cinismo do presidente petista que
chega a afirmar que a regulamentação da mídia é legítima porque regulamentaria
a Constituição. Como assim? Certamente o ilustre presidente desconhece a
participação decisiva que a imprensa livre dos Estados Unidos da América teve
para a consolidação da Democracia naquele país. E aqui, no Brasil, para a sua
redemocratização.
Rui Falcão dá a entender que um cala a boca, um
chega pra lá, digamos assim, na Imprensa e em alguns setores do Ministério
Público, justificaria perante a opinião pública o estado de corrupção sem
paralelo na política brasileira que o seu Partido, o PT, instituiu, aperfeiçoou
e disseminou com as graças do governo esquerdista e com as bênçãos do povo,
satisfeito com as migalhas de um pão consumido e vomitado que esse governo
federal espalha pelo chão para o deleite dos miseráveis e satisfação dos
alienados, que com o pouco e com o nada se contentam facilmente.
Melhor faria o presidente petista se admitisse o
óbvio: nós já vivemos uma ditadura esquerdista no Brasil, desde o governo FHC,
quando foi implantada em surdina e com vaselina, me perdoem a expressão, com a
conivência e indiferença, como sempre, da maioria dos brasileiros.
E estaríamos certamente experimentando uma situação deplorável
de supressão da liberdade, semelhante àquela verificada nos países da cortina
de ferro, em Cuba e na própria União Soviética, não fosse atuação da imprensa e
do Ministério Público, que, apesar de todos os seus erros e contradições,
continuam sendo a voz e o braço forte do povo.
Há, sem dúvida, um cinismo intragável bem típico de
tudo o que vem do PT no infeliz discurso do seu atual presidente. Algo que se
já se tornou rotina.

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