Haverá sempre quem ganhe
dinheiro com a glória, e haverá sempre quem ganhe dinheiro com a desgraça de um
país, e quem ganhe dinheiro com a reconstrução inevitável, oportuna e necessária
de um país.
A maneira como a sociedade
humana está organizada torna indispensável a produção dos bens de consumo. E produz
quem tem o capital. Os governos nada produzem. Eles apenas recebem. E recebem
de quem? De quem produz: ou seja, empresários e trabalhadores, os quais, um
depende do outro.
O comunismo poderia dar
muito certo antes da revolução industrial, mais exatamente ao tempo das
cavernas. Se a nossa única preocupação fosse nos alimentar para sobreviver. Poderíamos viver num sistema de troca, onde todos tivessem o suficiente
para suas necessidades básicas.
Mas desde aquele tempo,
havia o mais forte e o mais fraco dentre nós, o mais capaz e o menos capaz. E
alguns dentre nós, já tinham a perniciosa mania de mandar e decidir em nome da maioria.
Desgraçadamente ou não, o
ser humano tem uma tendência natural ao progresso. Mesmo instintivamente ele
busca sempre melhorar sua condição de vida, motivado por um sentimento que
pode, conforme sua escolha, levá-lo ao trabalho e ao progresso ou levá-lo ao desânimo
e a destruição, que é a sua insatisfação.
Nós não podemos seguir mais nem
completamente à direita e nem completamente à esquerda. Nós temos que encontrar
um meio termo. E nós podemos isso. Somos inteligentes o suficiente para tanto.
O que precisa é que ambos os
lados deixem o seu orgulho e o seu egoísmo de lado, e passem a pensar e agir na
causa do bem comum de toda a sociedade humana.
Já é tempo de abandonarmos
Aristóteles e darmos um passo adiante.
Utopia? Até pode ser. Mas os
sonhos existem para que, desafiando os limites humanos, se tornem realidade. A
construção de uma sociedade fraterna, onde não haja disputa, mas colaboração entre todos, depende único e exclusivamente da boa vontade de cada um de nós.
E o que nos impede de ir à luta?

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