Nunca tivemos tantas oportunidades para nos
instruirmos e nos educarmos, adquirirmos conhecimento e cultura, de modo a
formar um cabedal de experiências que nos proporcionem sabedoria.
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| Reprodução |
O acesso às informações através de todas as mídias
possíveis nos permite compreender as causas e os efeitos dos acontecimentos e
compararmos opiniões a respeito dos mesmos.
Mas tudo isso demanda tempo e algum esforço de nossa
parte. E é justamente aí que esbarra a nossa possível iniciativa de ir ao
encontro daquilo que de fato nos liberta da ignorância: o conhecimento,
possível a todos que já compreenderam que são livres para pensar.
Pode-se subtrair tudo de um ser humano, menos a sua
capacidade de pensar e de sentir, e é esta a nossa natureza, espíritos imortais
que somos: pensamento e sentimento. Pensando e sentindo, agimos, conforme as
nossas possibilidades, a nossa vontade, as nossas tendências, boas ou más.
Pensando, sentindo e agindo, influenciamos direta ou
indiretamente, na vida das pessoas. Isto revela a nossa responsabilidade
perante a vida. A nossa e a dos outros. Porque embora, seres individuais,
vivemos em sociedade, onde o dever moral indica que o forte cuida do mais fraco
e aquele que sabe ensina aquele que ainda não sabe.
Apesar de todos os meios facilitadores para
adquirirmos instrução, cultura, conhecimento, enfim, nos educarmos e assim nos
libertarmos da ignorância e atuarmos positivamente na sociedade, contribuindo
para o progresso da espécie humana, nós nos deixamos levar por nossos
instintos, que nos cobram plena e constante satisfação de nossas aspirações e
desejos mais primitivos.
O que demonstra que, embora espíritos de passagem
por esse planeta, nós damos muito mais importância às coisas efêmeras do mundo,
do que àquelas que realmente nos importam que se resume no esforço que fazemos
(ao menos deveríamos) em cultivar valores morais¸ os únicos que podem enfrentar
com eficiência os nossos vícios de toda sorte, eliminando-os aos poucos de nós.
Porque onde se estabelece a luz, a treva se dissipa.
A rotina a que estamos inseridos, os hábitos inúteis
que assimilamos naturalmente, na maioria das vezes sem nos darmos conta, as
necessidades absorvidas sob o pretexto de acompanharmos a modernidade, tudo
isso ocupa em demasia o nosso tempo, com a nossa conivência, impedindo-nos de
termos interesse e buscarmos cultivar não só o conhecimento que liberta da
ignorância, mas os valores morais, que são os valores cristãos, imprescindíveis
ao nosso progresso espiritual, portanto à nossa felicidade, a qual todos
aspiramos, mas que só conquistaremos se fizermos por merecer, dependendo para
isso exclusivamente de nossa vontade, iniciativa e esforço.

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