Pense que
vai tudo bem
Fique com
seus dramas
Escondido no
quarto escuro
De todas as
noites
Deixe à
penumbra as suas vistas
E à solidão
o seu coração
Viva cada
instante de agonia
Ultrapasse o
limite, o porto seguro,
O elo
imaginário
Liberte-se
das últimas amarras
Solte-se
mais além, percorra
Vá buscar o
que lhe prometeram
O que não
lhe deram e lhe pertence
Por direito
e dever
De quem
ousou fazê-lo existir
Contudo,
interregno súbito se faz
Cai um papel
e
Uma lágrima
se mantém
Longe do
chão
A bailar na
órbita incerta
De todos os
medos vividos
Desejos contidos
Acumulados,
prescritos
Na escuridão
do quarto a cada noite
Cela e
solidão, quatro paredes,
Às vezes, cinco,
Às vezes, cinco,
O chão
imundo onde se pisa
Não se conta
Vá buscar o
que lhe pertence
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