Foi num mês de Agosto que tomei o maior fora da
minha vida. Mais exatamente no dia 25. E era uma quinta-feira, por volta de 8
da noite. Sim, naquele tempo a gente saia às 8 da noite pra voltar às 11. E ai
se não voltasse, né Dona Alzira?
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| Reprodução |
Vá lá, como dizia o francês da Rua de Matacavalos.
Machadinho me desculpe! Estou sob pressão. Já explico. Ainda escrevo com
lágrimas nos olhos devido ao passamento do ilustre João Ubaldo, mês passado.
Como ia dizendo sobre o mês de Agosto, outras coisas
mais interessantes dizem respeito a este mês, que é aquele em que as cadelas no
cio levam os cães à loucura, alguns ao suicídio! Deus do céu, até os cães tem
direito à felicidade!
Mesma sorte não teve o poderoso Getúlio, presidente
Vargas, que achou a morte em um terrível Agosto, como bem retrataria, anos
depois, o Rubem Fonseca. Achou ou buscou a morte o Dr. Getúlio? Sabe-se lá! Essa
dúvida, feito ele, saiu de cena bem escondidinha para entrar na história.
Até Gêngis Khan, o tirano, aprontou das suas no mês
de agosto. É o que diz o calendário de acontecimentos auspiciosos que trago
debaixo do colchão. Isto é, se a dedicada diarista, indicada pelo Dalvo já não
se desfez do mesmo, movido por imperdoável engano. Paciência!
Sim, ia me esquecendo, o que diabos aprontou Gêngis
Khan, você deve estar se perguntando, finado leitor. Bem, recorremos ao
burrocionário. O virtual, é claro, é mais rápido. Anote aí: Foi o fim da linha
para o Sr. Khan, aos 65 anos de idade, por causa da porcariazinha de uma febre
alta. Quem mandou nascer em 1162, e na espelunca da Mongólia.
Ah, sim! Agosto também marca a estreia em grande
estilo do carniceiro Jack, o Estripador. Pobre Mary Anne, a primeira das
vítimas do misterioso assassino que alguns dizem ter sido o pintor Sickert.
Bem, cara de assassino ele tinha!
Agosto, mês do desgosto. Duvida? Veja a imensa lista
de celebridades que bateram com as caçoletas (que vem a ser isso afinal de
contas, alguém me explica, por favor!) no mês de agosto. Crtl+CrtlV All right,
Zé Guilherme! Lá vai! Morreram: Graham
Bell (bem, esse nem devia ter nascido, desgraçado!), Baudelaire, Caruso, Elvis
Presley (é o que dizem), Carlos – havia uma pedra no meio do caminho, havia
mesmo! – Drummond de Andrade; Gabrielle Colette, William Beatnik Burroughs;
Pascal, Blake, Raul Seixas (um minuto de silêncio, por favor, caiu uma mosca na
minha sopa!); Velázquez, Deodoro, o da Fonseca, Pollock Sugismundo, Paveze e,
entre outros, Nieztsche, oh meu Deus! Nieztsche morreu!
Agora, a pior de todas as notícias desse mês de
agosto. Essa crônica deveria ir mais adiante, mas, sob ameaça de morte, este
cronista atendeu aos apelos educados (imagine!) do estimado Blue, o cachorrinho
simpático da minha irmã e se limitou a umas 15 paupérrimas linhas. Bem feito,
quem mandou nascer pobre e escritor, no amado país do Humbertinho de Campos.
Bye, mulambada! Quando entrar setembro, Beto Guedes, a gente se vê... Quem
sabe?
* Crônica publicada à pág. 10 da edição No. 125 do Jornal Aquarius, Agosto/2014.
* Crônica publicada à pág. 10 da edição No. 125 do Jornal Aquarius, Agosto/2014.

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