Justiça social por meio
da distribuição de renda. Esse era o mantra que na minha adolescência não saía
dos meus ouvidos. Em casa, na escola, no clube e lugares que eu frequentava.
Eram meados de 1980, e
todo mundo que tinha um mínimo de juízo jamais votaria no sujeito barbudo e
olhos ensandecidos chamado Lula que prometia sandices como tornar o Brasil um
país comunista, senão exatamente isso, algo bem parecido com isso.
E roda mundo, como
diria o Chico, passa o tempo, e surge o Lulinha Paz e Amor que conquista
corações.
Muda-se o slogan
oficial do país: Ame-o ou deixe-o para o sugestivo, Brasil, um país de todos.
Todos os corruptos, vide o Mensalão.
O Nordeste continua a
viver os mesmos problemas de fome e miséria, escassez de água. Apesar das polpudas verbas para lá destinadas por deputados e senadores, oriundos daquela região do país,
e que no Congresso brasileiro são maioria.
Os trabalhadores
continuam ganhando mal, vide as greves por melhores salários. Mas tem-se
crédito a perder vista, para fazer dívidas geralmente postergadas quando não
pagas, tudo em nome de mais conforto, qualidade de vida.
E o senhor Lula, segundo
a revista Forbes produziu um milagre econômico. No seu bolso. Detém, depois de ocupar por 08 anos a presidência do Brasil, fortuna estimada em R$28 bilhões de reais.
História essa, é claro, desmentida pelos filhos do Lula, os petistas, que são
muitos, e, salvo raras exceções, geralmente, alienados.
Nunca se viu tanto
automóvel e motocicleta circulando nas ruas. Sinal dos tempos. O Brasil mudou.
Para melhor. Melhorar de vida significa comprar carango ou motoca. Cada povo
tem sua escala de valores.
A Saúde pública? Temos
o SUS, o que ninguém no mundo tem. Que orgulho! Que satisfação ficar doente,
não é não? Tudo de graça, ora! Remédio, consulta, internação. Menos o caixão. Cujo
preço continua os olhos da cara. Proibido morrer. Diz o aviso. Nem vou me
referir às filas intermináveis, ao tratamento nada cordial dos atendentes
geralmente estressadinhos e de mal com a vida.
Psicólogos neles! Psiquiatra, se for o caso. Pelo SUS. Vão esperar no mínimo 3 meses. Na
melhor das hipóteses. Por falar nisso. Paguem melhor os médicos e enfermeiros, e dêem a eles melhores condições de trabalho. Ninguém estuda e se sacrifica por tanto tempo na vida pra salvar vida alheia e não ser reconhecido. Enquanto que outros...
A Educação, sim, falemos dela. Maravilha! Todo mundo na escola, todo mundo na Faculdade, todo mundo aprendendo nada. As
estatísticas desmentem. Claro, papel aceita tudo, já dizia a vovó com cara de poucos amigos, toda vez que
o açougueiro do bairro lhe mostrava a caderneta ao final de cada mês.
A nossa Cultura? Legal! Pode crer, mêu! Marta
vem aí. Marta chegou. Pra alegrar a senhora, e também o sinhô. Relaxa e goza!
Se puder. Lendo um livro, melhor assim. Ou assistindo a um filme do Lars Von
Trier. O inapreciável, ininteligível, soletre comigo leitor, Lars-Von-Trier. Há
quem goste.
Tudo vai muito bem.
Claro, se não se tem dinheiro na carteira, tem-se cartão de crédito. Uma
espécie da cápsula Beta do Ultraseven (Sempre que estiver em perigo!) ou a sacolinha do Gato Félix. Basta meter
a mão que alguma coisa sai.
Desculpe o leitor se
uso termos ultrapassados. É que não sou dado a assistir às sessões de
sado-masoquismo das tele-novelas globais. Não aprendi, portanto, as mais novas
peripécias da arte da maldade com a Carminha "Faz Careta" e a Nina “Andrógina”. Já
repararam? Afinal, com o que se parece a Nina, mesmo. Ela? Ou ele?
Um filósofo, cujo nome
agora não me recordo, dizia com bastante propriedade que os conceitos antes de fazerem
parte da realidade são plantados e germinados nas artes e nas culturas de modo
a que a sociedade a eles se acostume paulatinamente.
Exatamente por isso,
que Hollywood, olhos daqui e dali, segundo o Chico (de novo ele?!) passou décadas produzindo filmes de matança
disseminados com chancelas de heroísmo pelo mundo a fora.
Não é de se estranhar que ficamos todos orgulhosos quando o Barack Obama, o Senhor do Mundo, disse para o então presidente da república das bananas, o Sr Lula: Este é o cara!”.
Hoje os EUA se
orgulham da seguinte marca: 46,7 milhões de americanos recebem
vale-alimentação; 8,7 milhões de estudantes são bolsistas; 7,6 milhões o número
de desempregados estatais sindicalizados. O que corresponde a 63 milhões de
obamistas dispostos a dar a própria vida pelo grande estadista Barack Hussein Obama, cuja certidão
de nascimento, todos afirmam, ele nega, é falsa. Tais números correspondem a
quatro milhões a mais o número de votos obtidos por John McCain, o adversário
republicano do democrata Obama, nas eleições de 2008. (Dados do site Mídia Sem Máscara).
Mas é possível
ir mais além. Isso corresponde ao fato de que Lula fez escola. E Obama sabia
exatamente o que pretendia quando, apontando para o nosso “ex” e provavelmente
futuro presidente disse algo parecido com: “Este é o cara!”. All right.
*Este artigo foi publicado no site Guia Rio Claro. Acesse: http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151008629

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