Desde
os meus 17 anos
Quando
finalmente deparei-me com a verdade
Eu
caminho, passos lentos, indecisos, olhos vendados
À
beira do precipício, que faz
A
vontade de por termo a tudo
Presente
e soberana
Chega
a convencer
Mas
não ultrapassa o limite
Da
coragem e do estímulo, vontade
Não
vai além
Então
me refugio
No
aprisco da frieza
Que
o amanhã, incerto e instigante
Me
permite vislumbrar
E
tudo é tão certo, sob medida
E
se encaixa tão bem
Não
deixa rastro ou dúvida
Que,
em noites como estas
Eu
fico a pensar
Se
é mesmo tudo assim
Porque,
por natureza
Eu
desconfio de tudo aquilo
Que
se apresenta como único e verdadeiro
E
que de tão belo não causa remorso
Ou
cicatrizes
Eu
desconfio dessas coisas
Porque
conheço a natureza humana
E
ela não é feita de beleza, certeza
De
bom e belo, certo e justo
Mas
de ambição, egoísmo
Dor
e dúvida, revolta
Orgulho oprimido provoca
E arrasta por onde anda
Dá
vistas ao desejo alheio, insano,
Indiferente
que vê no chão a minha, a sua derrota
A
vã esperança.
Que
percorre os nossos corações, mas não permanece
Talvez,
porque as aves ocupem o céu voando.

É um aviso e já o diz no título, mas um pouco pessimista. A maioria é do bem, com muita esperança e a vontade de bater as asas de "anjos" junto com as aves que ocupam o céu voando.
ResponderExcluirParabéns, poeta!