Rio
Claro poderá eleger um prefeito que, poderá não assumir o cargo. Das quatro
candidaturas, três delas, correm esse risco, em razão da Lei de Ficha Limpa, em
vigor.
Por
uma dessas aberrações da lei eleitoral, os candidatos poderão permanecer na
disputa. E a menos que se manquem a respeito do ridículo que poderão
protagonizar o que é impossível, devemos admitir, podem expor, mais uma vez, a
cidade pela qual querem nos convencer que desejam trabalhar, na mesma triste,
deprimente e vergonhosa situação que eles.
Conclusão,
ambos se merecem: Os candidatos e os eleitores de Rio Claro.
Pior
que isso. Não são os candidatos que irão perder. Eles jamais perdem. São todos
amiguinhos entre si. Farinha do mesmo saco. E sofrem da mesma terrível doença: Desconhecem
uma virtude que se chama: Pudor. São por assim dizer arremedos de Odorico
Paraguaçu. Lembram-se dele? Povo de Sucupira! Ou melhor, Rio Claro...
Tais
candidatos, até onde se sabe, estão muito bem resolvidos na vida. E é de se
questionar outro motivo que não o orgulho e a vaidade para tanto desejarem ser
prefeito de uma cidade como Rio Claro, que, apesar dos seus quase 200 anos de
existência ainda tenta entender a que veio e encontrar o seu rumo.
Mais
revolta e indignação causa a ideia tresloucada do quarto candidato que ao impor
sua candidatura (como se comenta à boca pequena que tenha ocorrido), contaria com
a impugnação dos outros três, para então, nadar de braçada ou coisa parecida e
vencer a disputa por falta de adversário. O que, no futebol se define como W.O. De todo modo, terá de ter 50% mais 1 dos votos válidos. E aí a porca torce o rabo.
Seria
o máximo! Pra ser sincero, seria o cúmulo da piada para munícipes e eleitores
de outras plagas, que não tem o desprazer de, na entrada da cidade, possuir um
sugestivo e vistoso: 171.
Todos
os rio-clarenses, natos ou agregados, sabem ou ao menos deveriam saber as
origens de Rio Claro. Não é das mais dignas, daquelas que a gente deva sentir
orgulho. Esqueçam o que nos contam nas escolas, desde que somos criancinhas.
Procurem ler livros como: Rio Claro – Um Sistema Brasileiro de Grande Lavoura –
1820-1920 – Editora Paz e Terra, de autoria de Warren Dean, e certamente
acharão A História do Rio Claro (isto mesmo, do e não de) do Dr. José Romeu
Ferraz, no mínimo uma interessante fábula pra nenê dormir.
Assim
vão as coisas nas terras do João do Céu Azul. Mas algumas parecem se repetir a
cada quatro anos. Até o momento, os temas de real importância para a cidade de
Rio Claro, acham-se esquecidos pelos candidatos e são ignorados pelo eleitor,
cuja única preocupação continua sendo reclamar.
Tudo
isto só é possível devido à omissão da maioria esmagadora das pessoas eleitoras
com a política local. Preferem deixar que os “especialistas” tratem do assunto
para elas. E, para manter esse conforto e esse descomprometimento, que, em tese
a isentam de qualquer preocupação ou remorso, não se sentem envergonhadas de, a
cada quatro anos, lhes passarem uma procuração com plenos poderes, para
decidirem sobre o seu destino.
O
resultado é que a política de Rio Claro permanece conduzida por incompetentes,
espertalhões, um grupo restrito, soberano e para a nossa desgraça, imorredouro
que, antes de cuidar dos interesses do povo que o elege, prefere cuidar dos
seus. E para isso, eles sabem se entender muito bem.
Parabéns
Rio Claro. Merecemos isto.

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