Precisei
de 22 anos para entender porque eu jamais tiraria a sorte grande em bilhetes de
loteria, sorteios ou algo parecido. Seria pedir demais e algumas pessoas que
sabem um pouco da minha história iriam me achar um privilegiado e até duvidar
da justiça divina. Sim, porque depois de ter a Dona Alzira como mãe que sorte
melhor eu poderia ter, não é mesmo?
Mas
se o assunto é sorte, lamento senhoras e senhores invejosos, mas a minha foi
mais além. Ainda que eu não merecesse, devo admitir. Porque depois que Dona
Alzira se foi, dona Leonor, minha avó, me tratou como se fosse não apenas o seu
neto, mas, o seu filho. O mais novo, digamos assim.
Acham
que estou exagerando? Melhor sentarem-se, queridos desafetos, porque saibam que
tenho uma irmã, 11 anos à frente no calendário da vida, que já fez por mim algo
que só mesmo uma mãe faria. E à parte, as nossas diferenças de cunho
filosófico, dona Eleonora, futura vovó, também mora no meu coração. Sossegue
Dona Alzira, estamos bem!
A
todas, um beijo, minha gratidão e Feliz Dia das Mães.

Que linda homenagem, tão simples mais de uma doce sensibilidade...Amei...Paaarabéns, acho que as mães merecem sempre todas homenagens possiveis, eu, porém continuo em débito com a minha...um dia, quito essa dívida...rsrs...
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