O
último restinho da garrafa, esquecido
O
final do cigarro, na mesa, deixado
Letrinhas
miúdas na tela
Do
computador, já não consigo ler
Não
sei se fujo de algo
Ou
se caminho para
Onde
me encontro desde sempre
Uma
vez estive entre os sábios
Eles
desconhecem a dor
E
se a experimentaram, faz tempo
Tanto
tempo, que dela já não se lembram
Alguma
coisa pode haver de errado
Se
a derrota já não incomoda
Se
entre dois caminhos diante dos olhos
A
escolha é sentar-se na calçada
No
banco do jardim, entre árvores
E
esperar que passe o tempo
Mesmo
sabendo o quanto seria fácil
Interromper
o olhar, a trajetória
Abreviar
o caminho
Mas
a realidade despreza
Aqueles
que no chão se acham
Mortos
de vergonha
Varridos
pelo medo
Incapazes
de uma atitude
A
mais digna de todas
A
libertadora
Atitude
que insulta a razão
E
uma sensação de paz e alívio traz
E
a alma abraça em desespero
E
a luz repudia
E
os olhos só encontram
E
reconhecem
Quando
estão fechados
E
perdidos na escuridão
Entregue-se,
boy
Esqueça
o que não se fez
O
que ficou
E
o que se perdeu
Esqueça
Não
lute contra si mesmo
Basta

Que dificil, porém tão real, infelizmente...
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