Por que nascer em meio a tanta ignorância?
Entre pessoas tão indiferentes ao que de mais belo
possuem
Suas letras, sua música, a vida em natureza ao seu
redor
Que castigo impiedoso é esse nascer?
Em meio à terra arrasada de sentimentos por coisas
nobres, verdadeiras
Por que pregar ao vento e difundir ao nada, ao vazio
aterrador?
Que traga para dentro de si toda vida em forma de
esperança
Por que sujeitar-se a isso?
Por que esconder de vergonha?
Por que reduzir ao nada o discurso profundo de
sabedoria?
Por que mutilar as palavras, para atender à preguiça
dos insanos desvalidos, condenados à pena de morte?
Por que silenciar quando mais alto grita dentro do
peito
Por que sufocar o gozo alucinado inconsequente que felicidade faz
Por que sufocar o gozo alucinado inconsequente que felicidade faz
O sentimento de revolta, de não aceitação, que
aspira inutilmente reverberar ao infinito
Por que diminuir-se para ser aceito entre estranhos
Por que silenciar-se para ser entendido pela surdez
e cegueira de quem se acha dono
De um pedaço de terra e de consciência, que na ordem
divina do mundo, nada representa
Por que vir para cá?
Por que apagar-se?
Por que misturar-se entre mudos e coxos?
Saudade doída, do tempo e do espaço perdido, nas
mãos da vontade de subir mais alto
Nenhum comentário:
Postar um comentário