O tropel dos
cavalos
Em
disparada;
As ondas do
mar revolto
Rasgando-se
nas pedras;
O raio quebrando-se
no chão,
O estampido
sufocado – arma de fogo;
O sangue
gelado, o gemido inaudível,
O olhar
exposto, em direção incerta,
A cabeça
coberta, o lençol branco;
A carta
deixada sobre a mesa, a cama
Esquecida no
chão, no canto de alguma parede, onde,
Tantas
vezes, tantas, encostou-se uma cabeça perturbada,
Chão... em
que derramou-se, um desejo parido,
Antes da
hora, talvez um minuto, não mais,
Um instante,
enfim,
Toda a
esperança, que pudesse existir
Tudo
Tudo agora faz
sentido
Nenhum comentário:
Postar um comentário