Leia o escritor jamais lido, cuja obra, mofa na prateleira da biblioteca
ou na estante do intelectual esnobe. Ouça a música esquecida da qual ninguém
mais se lembra. Aprecie a tela, a escultura, eternizada na sala do museu, e que
todos admiram porque acreditam compreende-la. Mas, em verdade, não sabem porque
e nem para quem foram concebidas.
Tome aquele vinho do qual todos falam de boca cheia e a maioria detesta,
embora não admita.
Descubra o pensamento do filósofo politicamente incorreto, descubra na
verdade dele, a sua, e talvez, caminhem juntos.
Duvide daquele que todos, ou quase todos acreditam. Procure imagina-lo de
outro modo, e talvez, perceba, com um pouco de sorte que, feito Monalisa, ele
de fato, não é, o que parece ser.
Penetre a natureza da criação, e a da sua mente. Percorra os tais
caminhos do velho mundo, que se constitui sua vida, construídos à custa de dor,
lágrimas, esforço, repetições, partições, em nome daquilo que você encontra
quando se olha no espelho: a sua individualidade.
Faça tudo diferente do que você tem feito até aqui. Seja outro.
Reinvente-se. Redescubra-se. Refaça-se.
Talvez, então, compreenderá que há duas formas de se aceitar o
inevitável, que é a finitude da vida humana. Uma, quando se fecha os olhos para
esta realidade efêmera de cinco sentidos. Outra, quando se perde a esperança.
Aprenda vez por todas enxergar com os olhos da alma, quando estas luzes
te faltarem. E se conseguir, terá finalmente aprendido a caminhar na escuridão
que são os teus dias de aprendizado. Em algum momento, você se dará conta que
terá finalmente percorrido o imenso corredor escuro, e, ao final, encontrará
sobre a tua cabeça a Luz verdadeira, que jamais te faltou, porque vem do Alto.
E essa é a diferença entre aqueles que já se encontram esclarecidos,
iluminados, iniciados, e os que ainda estão a caminho.
Lembre-se que você tem o milagre da vida em suas mãos. E dessa finitude
da vida humana você pode ir além. Porque existe algo que reacende a chama que
ilumina o teu caminho. Aquece o teu coração. A chama que profetas e poetas,
sempre eles, chamam de: Esperança.
*Publicado no site Guia Rio Claro: http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151006518 e no Jornal Aquarius, edição No.103, Julho/2012.
*Publicado no site Guia Rio Claro: http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151006518 e no Jornal Aquarius, edição No.103, Julho/2012.

Parabéns ! Lindo,lindo ! Há muita sabedoria nesse texto.
ResponderExcluirNão há outras palavras para serem colocadas aqui.
Grande abraço
Excelente Amigo Escritor, concordo com a colega acima, e eu, com certeza tenho a minha: Esperança e você já reencontrou a tua namorada: Esperança...rsrs...espero que sim...
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