Há coisas que escapam ao olhar
Passam despercebidas
Porque são discretas, quietas
Elas se movem no silencio
E se detém nas minúcias
Detalhes imperceptíveis
Horizontes inimagináveis
E se perdem
Numa outra dimensão
Que o espírito atravessa
Quando quer
Pequenas coisas
Definem um destino
Tão simples quanto
A letra no papel
A rabiscar a trajetória
Em busca
De um olhar que compreenda
Um ombro que console
E mãos que protejam

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