
A força de vontade que falta para muitos gênios paparicados sobra para alguns daqueles talentos que fazem da arte uma forma de celebrar a vida, mesmo distantes dos holofotes da fama.
O exemplo do professor Pedro Pancher, 56 anos, da rede pública de ensino fundamental de Rio Claro, Escola Dijiliah de Camargo, é um exemplo não apenas de força de vontade, de amor à arte, mas do respeito que deve-se ter com todas as pessoas, independentemente da atividade que exerçam.
Ex-aluno do EJA (Escola de Jovens e Adultos), hoje formado em Pedagogia, antes Pancher trabalhara como pintor do departamento de trânsito de Rio Claro. Incentivado por amigos, há 6 anos retomou os estudos e hoje leciona alfabetizando as crianças.
Pancher participou com êxito do concurso promovido pela Editora Litteris. Com o soneto "Eu Trovador" concluiu o poema inacabado de Machado de Assis inserido no famoso romance "Dom Casmurro" e obteve o primeiro lugar, entre mais de 3000 participantes de todo o país.
O trabalho do poeta rioclarense abre a coletânea com mais de 100 trabalhos que compõem "Um Soneto para Machado de Assis" lançado na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, pela Editora Litteris.
Isso sim que podemos chamar de vitória e realização. Nós, como pessoas temos condições de atingir os objetivos por mais complicados que pareçam, só que muitas vezes falta coragem, precisamos descobrir que muitas vezes o maior inimigo da gente é a gente mesmo.
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