Nestes dias
nos quais o mundo se torna tão pequeno, quando as pessoas se veem e se ouvem
ainda que distantes. Dias em que o conhecimento está nos livros ao alcance de
todos, na boca dos oradores empolados e senhores de si em seus púlpitos, nas
páginas dos jornais, nos tablets, enfim, por toda parte, pergunta-se: Por que
ainda caminhamos a passos de tartaruga? Por que tanto desinteresse,
incapacidade para transformar todo esse conhecimento em sabedoria, que nos
arranque do egoísmo, do orgulho tolo, inútil que nos cega. E a resposta é que o
conhecimento, não se transforma em sabedoria, nenhum benefício nos traz, se o
encarceramos na teoria, com a qual, ingenuamente imaginamos que podemos avançar
na nossa difícil jornada de evolução espiritual. Todas as luzes possíveis ao
nosso entendimento já se fizeram. Todos os caminhos já foram desbravados. Mas
se não nos dispusermos à luta conosco mesmo, que só a vivencia dos fatos e das
circunstâncias, e dos inevitáveis efeitos de todas as causas que gerarmos com
nossos atos, nos proporcionam, não iremos absorver o conhecimento que já nos
foi legado, portanto, não iremos transformá-lo em sabedoria, porque teorias não
vividas, não experimentadas, por mais perfeitas se pareçam, são como livros que
adquirimos ao longo da vida, e que se acumulam em nossas prateleiras, e que uma
vez, fechados, estão mortos. – g.j.c.jr. – 14/4/2017
