O leitor mais atento, e mesmo aquele que não o seja já percebeu de há muito que a pauta dos jornalões impressos, a dos tele-jornais e mesmo das rádios que priorizam a informação é sempre a mesma. O que um publica, mostra e divulga todos repetem. Essa uniformidade da informação atenderia aos interesses do Clube de Bilderberg, que, nas últimas décadas adquiriu e centralizou em suas mãos o controle da grande mídia que influencia decisivamente e acaba por formar a opinião pública.
Comenta-se que somente o mega-investidor George Soros, teria adquirido nas últimas 3 décadas cerca de 40 publicações, entre jornais e revistas em diversas partes do globo.
Assim, se é que algum dia foi diferente, os governos políticos são apenas caixa de ressonância dessa gente (se aqui cabe o termo) que manda no mundo porque controla a maior parte do dinheiro do mundo. Um dinheiro que grosso modo só existe virtualmente e não em espécie. Com duas ou três operações virtuais em um computador, o banco empresta para você, leitor, com juros estratosféricos o dinheiro que recebeu de mim. E assim a roda d’água gira e vai molhando a horta dos banqueiros, enquanto nós, reles mortais, tentamos sorver uma ou outra gota que escapa pelas mãos do vento. E quando conseguimos, nos sentimos felizes. Que alegria! Deus existe e a vida é bela! E os bancos, que, em tese, nada produzem, estão ricos, e cada vez mais ricos. Os bancos, ou melhor, os seus donos.
Não difere muito do que acontece no segmento político. Porque, afinal, como em tudo na vida, na política, nada se faz sem dinheiro. E nas mãos dos partidos políticos a política se resume apenas em uma disputa pelo poder. Mas não evidentemente um poder que tenha por objetivo produzir benefícios ao povo, ou seja, a maioria, mas ao grupo político que almeja, que disputa e conquista o poder. Certo? Em parte.
Porque, por exemplo, um candidato a prefeito, governador ou presidente da república, ele não está discursando ou apresentando uma proposta de governo (aqueles que ainda se dão ao trabalho de fazê-lo) que seja dele ou do partido político ao qual pertença, mas sim, do grupo político e financeiro que está por trás, digamos assim, de sua candidatura.
O candidato depois de se tornar eleito não irá governar e mandar, e sim, executar tarefas pré-estabelecidas por aqueles que o apóiam, política e financeiramente.
Exatamente por esse motivo é que em países feito o Brasil, onde grassa o desinteresse pela cultura qualificada, onde as pessoas em sua maioria preferem se alienar, por meio de mecanismos cada vez mais acessíveis a todos, feito os celulares, tablets e redes sociais, drogas e bebidas tão facilmente adquiridas, apesar das leis proibitivas, pra citar apenas alguns; e onde a educação, seja pública ou privada é deficitária, onde o mais significativo e aceito escritor da atualidade se chama Paulo Coelho, que depois de encher as burras com a venda dos seus livrinhos, passou a defender descaradamente a pirataria, os partidos políticos são inconsistentes, contraditórios, vulneráveis, ideologicamente nulos, e mais se assemelham a clubes de futebol (não sem razão) presididos por coronéis e cartolas e tudo isso porque nada mais são os partidos políticos do que uma réplica deformada da imagem da própria sociedade.
Também por isso, é que a política é desacreditada e não desperta o interesse do cidadão de bem que participa dos pleitos eleitorais, a cada 4 anos, apenas por obrigação e desencargo de consciência.
Contudo, na medida em que o cidadão de bem se afasta da política abre espaço para que o mal-intencionado dela se ocupe, estabelecendo uma cadeia viciosa que parece indissolúvel e infinita, mas que, em verdade, não o é. Basta que as pessoas de bem se apercebam disso, se unam, se organizem, se mobilizem e viabilizem uma revolução pacífica e necessária cuja necessidade é para ontem e que tenha por objetivo alterar substancialmente e para melhor esse padrão de conduta, fazendo prevalecer em seu bojo e ações, os valores advindos do aperfeiçoamento moral humano, dentre eles, o altruísmo.
Voltando aos partidos políticos e aos homens do poder. Para convencer a opinião pública, eles naturalmente, porque faz parte do processo, se deparam com uma questão crucial, qual seja como possibilitar a participação popular no esquema de disputa pelo poder? Porque afinal o povo é aquela fera faminta que mora ao lado.
Ora, através do voto, que além de legitimar a participação popular lhe atribui responsabilidades ao mesmo tempo em que em tese diminui a responsabilidade dos eleitos, leia-se, aqueles que conquistam e assumem o poder sem nenhuma intenção de perdê-lo ou abandoná-lo, numa prova insofismável de que pouco se lixam para o povo e nada mais querem do que o poder pelo poder e todas as benesses que este possa lhes proporcionar.
Esse processo não foi inventado por um gênio, em momento de sublime inspiração como alguns querem supor. Mas ele foi sendo aprimorado ao longo do tempo até chegar nisso que é hoje.
Há quem diga que não exista outro melhor. Mas também ninguém se preocupa em se dedicar à laboriosa tarefa. E aqueles menos ajuizados que se aventuram a fazer são devidamente varridos do mapa, após padecerem durante o tempo que for necessário de uma ampla campanha de desmoralização pública. Por sinal, conduzida por quem? Ora, voltemos ao início do texto e o ciclo se fecha.
* Artigo publicado nos veículos de comunicação a saber: http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151001890; e, http://www.jornalrioclaro.com.br/5209/artigo-la-prensa-los-hombres-e-las-manos/
* Artigo publicado nos veículos de comunicação a saber: http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151001890; e, http://www.jornalrioclaro.com.br/5209/artigo-la-prensa-los-hombres-e-las-manos/




