
Tanta requer” – Profissão de Fé.

Dom, 06 de Dezembro de 2009
Direitos Autorais dos textos publicados de Geraldo J. Costa Jr. "Escrever não é a doença, é a cura". g.j.c.jr.




Era pra sair no outro Blog (jcostajr.blogspot.com). Mas vai neste mesmo. O tempo urge.
À BELEZA
Vai chegar o tempo
Em que precisarei ir à manicure
Pra cortar as unhas dos pés
E antes que esse dia chegue
Eu prefiro a morte.
À SEDE
Vai chegar o tempo
Em que terei dinheiro no bolso
Cartões de crédito e talões de cheques
Mas não terei um copo d’água pra beber
E antes que esse dia chegue
Eu prefiro a insolação
De uma tarde primaveril
À FOME
Chegará o tempo
Em que não haverá verduras sobre a mesa
Porque não haverá quem as plante
E antes que essa hora chegue
Eu vou virar coelho
AO SONO
Há de chegar o tempo, lento
Em que o vento será brisa
Que trará enormes ondas, nuvens
E antes que me veja entre elas
Arrumarei asas de anjo
Mas não levo você comigo
És muito pesado
ÀS PALAVRAS
Tempo há de chegar
Em que palavras serão códigos
Binários, que otários
Irão decifrar
Como ousam entender
Sentimentos e idéias como essas
De pessoas como eu
AO PRESENTE
De chegar haverá o tempo
Em que o hoje dormirá com o sol
E despertará com a noite
À procura do ontem
Jamais visto
Só amanhã
E antes que chegue esse tempo, aqui me despeço
PUM!

O mar me ensinou muito do que sei sobre a vida. Porque nada neste mundo melhor que o mar para representar a vida. Ele ensina que se você não trabalhar você não come, que por mais lindo que esteja o céu da sua vida tudo pode mudar de repente. E que mesmo as atribulações e as tormentas passam. O mar ensina que você não deve confiar em que está a sua volta. Porque pode ser ele a atirá-lo aos tubarões. Ensina que por maior a abundância que você tenha ao seu alcance é um copo de água doce que mata a sua sede. O mar é um amigo de todas as horas, mas provoca-o para ver o que acontece. Nada faz sentir mais liberdade do que lançar os olhos ao horizonte em alto mar. É daqueles momentos em que você observa e admira o mundo a sua volta e admite que a natureza seja tão bela e perfeita e harmoniosa sem a presença humana. E mesmo que você desista de singrar o mar não se preocupe com seu destino. No coração do mar sempre cabe mais um.



Oba! Teremos Olimpíadas! Agora sim podemos dizer que somos país de primeiro mundo, digno de respeito e reconhecimento. Não resolvemos os monstruosos e ao que parecem insolucionáveis problemas de segurança pública, saúde, salário mínimo, reforma da previdência, do judiciário e da política. Muito menos o da corrupção, que é um problema moral, talvez uma falha no código genético do brasileiro. Não, ladys and gentlemans, nada disso. Apenas iremos daqui a 7 anos sediarmos as Olimpíadas. A bem da verdade, nós não. A cidade do Rio de Janeiro. Isto se os espíritos maias que, sequiosos, rondam o Planeta Terra deixarem.
Também, com um time daqueles não tinha como perder: Lula, Pelé e Paulo Coelho, a trinca de ouro verde-amarelo, é demais. Não há adversário que resista.
O vídeo que apresentou a candidatura do Rio de Janeiro para ser sede das Olimpíadas de 2016 mostrou apenas o lado bonito da Cidade Maravilhosa. E os membros do Comitê Olímpico Internacional fingiram acreditar que o lado feio não existe. Talvez deixe de existir com as melhorias que agora precisarão ser feitas na cidade. Dentre elas, a mais significativa, é que os traficantes talvez abandonem o visual maloqueiro e brega para aderirem ao smoking à la Al Capone. Falô Raulzito? Vê se te emenda!
É claro que nada é de graça. Para que essas melhorias aconteçam de fato muitos espertos irão se enriquecer, muitos políticos irão se eleger e reeleger e, talvez, até mesmo o Lula esteja cumprindo o seu terceiro mandato como presidente da república. Por que não? Alguém duvida?
Mais uma vez o brasileiro dá mostras da sua capacidade de se mobilizar para as causas de menor importância: carnaval, futebol, olimpíadas, parada gay, visita do Papa, quê mais?
Bom seria se a mesma empolgação, o mesmo planejamento e determinação existissem com as causas de maior importância: como a educação, a cultura, a saúde e a segurança pública pra não citar as demais que qualquer brasileiro que paga aluguel, por exemplo, se vê obrigado a enfrentar.
Desde os Jogos de Antuérpia em 1920, o Brasil conquistou até o momento 91 medalhas. Talvez, em 2016, dobre o número. Cuba, que jamais sediou os Jogos já tem 158.
Mas com certeza tudo será esquecido, se o Brasil finalmente ganhar a primeira medalha de ouro olímpico na modalidade futebol masculino. Isto, bem entendido, se os maias deixarem. Eu duvido.
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